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sexta-feira, agosto 07, 2015

Especial Cervejas: Tipo Ale.

Olá ousadas e ousados! Continuando nosso especial de cervejas, vamos falar um pouquinho mais sobre o assunto.

 

Cervejas do tipo Ale são feitas em alta fermentação, ou seja, é fermentada entre 15 e 24°C. É um processo antigo de fabricação, o que fez com que as cervejas do tipo Ale fossem as únicas disponíveis até meados do século XIX (sim, por muitos anos não se tinha tecnologia suficiente pra se fazer as Lagers). Dada essa “antiguidade”, aliada principalmente à fermentação a quente, os sabores complexos, maltados e lupulados, essas cervejas são incomparavelmente mais encorpadas e vigorosas..

Tipos:

Pale Ale:

As Pale Ales são claras, com graduação alcoólica até 6%. São divididas nos seguintes sub-tipos:

  • American Pale Ale (APA) (a Sierra Nevada Pale Ale é uma das americanas mais claras);

  • Belgian Pale Ale (são as mais claras belgas);

  • Belgian Blond Ale (são as mais claras, porém encorpadas. Tem uma dor mais dourada);

  • Indian Pale Ale (IPA) (cerveja carregada em lúpulo, criada pelos ingleses para aumentar o tempo de conservação da cerveja que seria levada para as viagens pela Índia. Varia na intensidade de amargor e percentual de álcool de acordo com o sub-tipo, da menor pra maior: English IPA, American IPA e Imperial IPA);

  • English Pale Ale (EPA) (também chamada de english bitter ou só bitter, nome usado na Inglaterra por serem mais amargas que as demais cervejas, como as Porters por exemplo. Podem ser Standard Bitter,Especial Bitter ou Extra Special Bitter/ESB).


 

Amber/Brown e Red Ale:

São as de coloração mais escuras e mais encorpadas. São dos seguintes sub-tipos:

  • American Amber Ale (usado na França e EUA para classificar as Ales um pouco mais escuras);

  • American Brown Ale (mais escura e maltada e menos lupada que suas "irmãs" American Pale e Ambar Ale);

  • English Brown Ale (são as inglesas mais escuras. Podem ser Mild , Southern ou Northern. A famosa New Castle Brown Ale é uma Northern English Brown Ale, por exemplo);

  • Red Ale (avermelhada devido ao uso de um pouco de malte tostado. Também chamada de irish red na Irlanda. Um exemplo é a Kilkenny Irish Beer, mesma empresa que faz a Guinness).


Belgian Strong Ale:

São as belgas que são extremamente especiais, por serem mais diferenciadas. Tem os seguintes sub-tipos:

  • Dubbel  (cerveja na qual o mestre cervejeiro adiciona o dobro da quantidade de malte do que uma cerveja comum. Geralmente balanceadas e de teor alcoólico mediano, possuem bom corpo e carbonatação alta.);

  • Tripel (se adiciona três vezes mais malte do que em uma cerveja comum. Possuem, em geral, coloração amarelo-dourado, creme denso e consistente e a gradação alcoólica girará entre 8 a 12%. Aroma e sabor são complexos, macios e com forte presença de frutas o que, às vezes, pode lhe conferir um paladar adocicado. Excelente equilíbrio entre o lúpulo e o fermento utilizado no fabrico);

  • ABT/Quadrupel (são as mais escuras e mais ricas, utilizando 4x mais de malte do que em uma cerveja comum. O volume de álcool é sempre forte, muitas vezes ultrapassando os 10%.Entram aqui a famosíssima Westvleteren 12 e também a Rochefort 10 e La Trappe Quadrupel);

  • Golden Strong Ale (são as claras mais fortes e encorpadas, até 10,5% de álcool, com coloração amarelo-dourado e sabor é frutado. Entram neste grupo: Duvel e Delirium Tremens, entre outra);

  • Dark Strong Ale (são as escuras, fortes e encorpadas. Com várias representantes de peso, como Chimay Bleu, Rochefort 8 e Gulden Draak. Nessa categoria, tem cervejas que chegam a 11% de álcool).

  • Belgian Specialty Ale (são as temperadas belgas. Também entram aquelas belgas que, por um motivo ou outro, não se encaixam dentro de nenhuma outra categoria das belgas, portanto caem aqui como Belgian Specialty Ale. Aqui está a trapista Orval. Também está a La Choufe, a Unibroue Maudite e a McChouffe)


 

Kölsch:

Do berço alemão de cervejas e de coloração dourada, é normalmente mais doce e com menos lúpulo que as suas irmãs. Em diversas receitas, leva vários grãos, inclusive trigo. Pela regra, somente cervejas feitas em Köln (Colonia) poderiam levar o nome Kölsch, assim como ocorre com o champanhe. Entretanto, temos casos de cervejas brasileiras, como a Eisenbahn, que oferecem sua versão.

 

Altbier:

Altbier, ou simplesmente Alt, proveniente da região de Düsseldorf (Alemanha), seguem o estilo antigo de produção de Ales, antes mesmo do surgimento das Lagers. É muitas vezes considerada uma ligação enter as cervejas Ales e as Lagers, por ser feita com fermento de Ale porém fermentada em temperatura de Lagers. Podem ser Dusseldorf Altbier ou Northern German Altbier. Um exemplo desse último estilo é a holandesa Grolsch Amber Ale.

 

Scotch Ale:


Ales da escola escocesa, variando, principalmente em potência, entre Light, Heavy, Export e Strong.

 

Strong Ales:

Denominação genérica que inclui uma variada gama de cervejas que podem ser claras ou escuras. Possuem alto teor alcoólico, que vai de 6% e pode chegar a 12%. Podem ser saborosas e balanceadas, inserindo, harmoniosamente o álcool no conjunto ou podem ser simplesmente fortes e desbalanceadas, evidenciando a gradação alcoólica.

Dentro deste subtipo estão as Barley Wines - quase tão fortes quanto vinho - e também as Old Ale, como a Fuller's 1845, agora facilmente encontrada no Brasil.

 

Cervejas Fermentadas de Trigo:

Produzida principalmente pelas grande cervejarias alemãs como HB, Paulaner, Erdinger, Franziskaner e Weihenstephan, é uma cerveja feita a base de trigo e característica do sul da Alemanha, região da Baviera. São cervejas claras e opacas, onde sobressai o trigo com o qual foram produzidas, bem como sabores frutados (banana e maça), cravo e florais. Bastante refrescantes e de graduação alcoólica moderada (entre 5 e 6%), são opacas e normalmente não filtradas. Produzem, em geral, um creme denso e persistente. Aqui no Brasil temos a Bohemia Weiss.

Fermento Puro:

São as puras, claras. A fermentação é completamente feita pelo fermento. São:

German Wheat e Rye Beer (Em inglês as palavras ‘wheat’ e ‘rye’ significam trigo e centeio, respectivamente e, são tipicamente alemães. De acordo com as leis de pureza alemães, as cervejas, para serem consideradas de trigo, devem ter no mínimo 50% de malte de trigo e o restante de malte de cevada. Se for filtrada, é chamada Kristalweizen.
O prefixo ‘Hefe’ (fermento, em alemão) significa também que ainda existe algum fermento na garrafa);

Weizen/ Weissbier (Weizenstarckbier ou Weizenbock, cerveja tipo bock com uma graduação alcoólica entre 5% e 12%. Exemplo é a Aventinus);

Belgian Pale Ale (Berliner Weisse ou Berlin White (cerveja branca berlinense), de graduação alcoólica entre 2 e 4% e de cor amarelada e opaca. Por ser levemente azeda, é comum adicionarem xaropes doces de frutas);

Saison (Feitas em Wallonia (Bélgica), as Saison chegam a ser comparadas a vinhos tintos devido a fermentação e sabores presentes em comum.);

Bière de Garde (Cerveja de guarda feita principalmente na França, na região de Pas-De-Calais, são feitas para durarem anos. Normalmente têm uma última fermentação na garrafa e muitas vezes são vendidas em garrafas com rolhas. Janlain Amber e La Choulette são bons exemplos);

Belgian Specialty Ale (já foi falado sobre acima, em Belgian Stong Ales);

Belgian and French Ale (Neste grupo estão os cinco estilos típicos da região franco-belga. O último, na verdade é um estilo usado para abrigar as múltiplas variações disponíveis na região, especialmente na Bélgica, que é conhecida como a região muito criativa, onde se mistura o tradicional com o contemporâneo);

Witbeer (belgian white, esbranquiçadas devido às leveduras e ao trigo suspenso. Possui um toque cítrico de laranja, já que a casca da fruta é usada como complemento ao lúpulo. Também leva semente de coentro (coirander). A marca mais representativa é a Hoegaarden, além da Unibroue Blanche de Chambly).

 

Fermentação Láctea:

É a fermentação com lactobacilos. Somente as Berliner Weisse são desse grupo.

 

Fermentação Espontânea:

É a fermentação acontece de forma normal, com CO2. São as as Fruit Lambics (kriek, gueuze, faro, framboise).

 

Gosto e Aromas complexos:

Stout:

São negras opacas, dotadas de forte sabor de chocolate, café e malte torrado, pouca carbonatação. Sua origem remonta à época em que parte da produção das cervejarias inglesas era destinada à Rússia e aos países bálticos. Para suportar a viagem, essas cervejas possuíam – assim como possuem hoje – alto teor alcoólico, variando de 8 a 12%. O nome significa "robusto". Sua representante mais famosa é a Guinness. Os Sub-tipos são:

Oatmeat Stout;

Dry Stout;

Foreign Extra Stout;

Imperial Stout;

Sweet Stout.

 

Porter:

Confundida com as Stouts, tem lá sua razão de ser: o nome Stout surgiu de uma diminuição do nome "Stout Porter", usado para classificar as mais fortes. Portanto, a Porter é uma cerveja mais suave que a Stout, normalmente com 1 a 2% a menos de álcool. Tem 3 sub-tipos diferentes:

Brown Porter;

Robust Porter;

Baltic Porter.

 

 

Muita coisa né?! E isso nem é metade porque existem muuuuuitos tipos e subtipos das Ales, porém, destaquei as mais importantes. Na próxima semana, falarei um pouquinho mais das Lambics!

 

Com imenso agradecimento à Ancar Ivanhoe, administradora do Boulevard Rio Shopping, às lojas Degusto e La Mole por esse convite ao Workshop de Cervejas Especiais e, claro, ao grande palestrante José Renato Romão (cervejeiro do A Cerva Carioca, produtor da incrível cerveja artesanal Duzé).

 

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Beijos da Rê. <3

 

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