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quarta-feira, agosto 12, 2015

Especial Cervejas: Lambic.

Voltando ao nosso especial sobre cervejas, hoje, vamos conhecer as do tipo Lambic.

 

Elas são muito raras e caras! É que as Lambics são feitas de trigo, porém não são adicionadas leveduras no mosto, ficando a fermentação a cargo dos agentes naturais (que são encontrados somente numa pequena área ao redor de Bruxelas). É o tipo mais antigo encontrado no mundo. É de fermentação espontânea e tem uma gama extremamente numerosa de aromas dos quais vão do frutado (como framboesa, cereja ou banana) ao extremamente cítrico (como vinho branco ou vinagre).

 

Lambic-Fruit

No processo de fabricação, após a fermentação espontânea ter começado são adicionadas frutas inteiras, como pêssegos, framboesas e cerejas. A fermentação propriamente dita é realizada pelos micro-organismos presentes dentro da fábrica. Após este processo, a cerveja permanece por cerca de três anos maturando em barris de carvalho. Trata-se de uma cerveja cujo teor alcoólico é relativamente baixo (não ultrapassa os 6%), bem como a carbonatação, o que faz com que o creme não seja denso (quando há). As Lambic tradicionais são muito mais ácidas são as “Oud” (velha) a fim de diferenciá-las das jovens e comerciais, mais doces e balanceadas.

No sub-tipo Lambic-Fruit estão:

  • Kriek (de cereja ácida);

  • Framboise (de framboesa).


 

Straight/Unbended


É a Lambic pura, sem misturas de frutas, açúcares ou misturas de diferentes barris. São poucos os exemplos comerciais como a Cantillon Grand Cru Bruoscsella.

 

Gueuze


É uma mistura entre Lambics novas (1 ano) e antigas (2 a 3 anos), retiradas de vários barris diferentes no processo de fabricação são engarrafadas para uma segunda fermentação. Geralmente esse as desse tipo são menos ácidas e mais balanceadas, algumas assemelhadas ao champagne (inclusive a garrafas se parecem). Alguns exemplos desse tipo são: Cantillon Gueuze, Mort Subite Gueuze e Lindemans Gueuze Cuvée René.

 

Faro


É a Lambic com açúcar. Mais saborosa, leve e sem a acidez característica das outras e é o tipo mais aceito pelo mercado. Em contra partida, perde em complexidade para os outros tipos já que pode ser doce demais e perde os aromas, deixando-os misturados.

 

Bom, amanhã, falaremos mais um pouquinho das cervejas mais especiais como as Trapistas, defumadas, temperadas, achampanhadas... E ainda teremos o jeito certo de que em cada copo cada tipo de cerveja deve ser servida! Olha que legal! Fiquem ligados!

 

Com imenso agradecimento à Ancar Ivanhoe, administradora do Boulevard Rio Shopping, às lojas Degusto e La Mole por esse convite ao Workshop de Cervejas Especiais e, claro, ao grande palestrante José Renato Romão (cervejeiro do A Cerva Carioca, produtor da incrível cerveja artesanal Duzé).

 

 

cantillon5

Beijos da Rê. <3

 

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